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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Qualidade da água das nossas fontes

Como manda a lei, a Câmara efectua analises à qualidade da água das várias fontes e furos que existem no nosso concelho. A título de exemplo, na freguesia de Santa Maria, a autarquia tem requerido analises à agua dos tanques públicos da Frandina, Fonte do Fargel (Frandina), Fonte da Fonte do Imperador, Furo da Fonte do Imperador, Fonte da Silveirinha na Granja, Fonte junto aos tanques públicos de Mamporcão e Fonte de Cabaços.
Na colheita efectuada pela Quimiteste no passado dia 25 de Março deste ano, verifica-se que a Fonte junto aos tanques públicos de Mamporcão e a Fonte de Cabaços apresentam valores acima dos valores estabelecidos pelo Decreto Lei nº 306/2007, no que se refere às Bactérias Coliformas, enquanto que os Nitratos estão dentro dos valores definidos por lei.
Mas afinal, o que são Bactérias Coliformes?
São bactérias que não são da água, mas sim dos esgotos, podendo ou não causar doenças às pessoas que beberem dessa água, onde se encontram as bactérias coliformas. Elas vivem no interior do intestino de todos nós, auxiliando a nossa digestão. É claro que nossas fezes contém um número astronómico dessas bactérias: cerca de 200 biliões de coliformes são eliminados por cada um de nós, todos os dias. Isso tem uma grande importância para a avaliação da qualidade da água das fontes ou furos, as suas águas recebem esgotos, fatalmente receberão coliformes.
Segundo está estipulado o valor das Bactérias Coliformas deverá ser 'ZERO'. No caso concreto da Fonte de Mamporcão e Fonte de Cabaços, estas apresentam valores paramétricos de 10 e 46, respectivamente.
Quando o calor apertar, não beba água de uma fonte qualquer...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Comunicado da CDU

Texto retirado do blog'resistirporummundomelhor'

"PROPOSTA APRESENTADA NA REUNIÃO DE CÂMARA DE 7 DE JANEIRO DE 2009
Vereadores da Câmara Municipal de Estremoz
António Júlio Rebelo
Joaquim Correia
José Miguel Cravo
Tendo em conta que a situação de falta de água assume uma gravidade excepcional que urge uma intervenção rápida, os Vereadores da CDU avançam com a seguinte proposta que colocam agora à consideração do Executivo Camarário:
1. Retirar do PPI 2009, rubrica 09.010 – Arranjo Urbanístico do Rossio – 400 mil Euros;
2. Retirar do PAM 2009 – Projecto 35 – Estremoz Sede de Eventos – 100 mil Euros;
3. Contrair um empréstimo de 500 mil Euros;
4. Somando estas verbas, as quais perfazem 1 milhão de euros, aplicar este valor no reforço das captações, na melhoria significativa da rede e na operacionalização da telegestão.Os Vereadores

NOTA:Por iniciativa da CDU, foi agendado na reunião de câmara, dia 7 de Janeiro, a discussão e eventual aprovação de medidas tendentes, a atacar no imediato, o grave problema que hoje se vive em Estremoz que é a falta de água.Após discussão feita pelas diferentes forças políticas, a CDU apresentou a proposta acima descrita.O PS assumiu o compromisso de disponibilizar 1 milhão de euros, logo que se justificasse e estivessem reunidas as condições para uma intervenção no terreno.SERÁ QUE O MOMENTO AINDA NÃO O JUSTIFICA? NÃO EXISTEM CONDIÇÕES PARA UMA PRONTA INTERVENÇÃO?!!. COMO?!!! QUE TEM FEITO A CÂMARA E AS ÁGUAS DO ALENTEJO CENTRAL PARA CHEGADOS A UM MOMENTO DE RUPTURA SE DIZER QUE NÃO EXISTEM CONDIÇÕES, OU QUE ESTAS AINDA??!! NÃO SE JUSTIFICAM!O PSD, propôs a suspensão do ponto para melhor aprofundamento e agendamento para a próxima reunião de câmara e consequente votação das propostas concretas agora apresentadas ou outras que possam vir a surgir.Importa sublinhar que a CDU, atenta às condições de vida das populações, alertou, responsavelmente, o restante executivo camarário para o grave problema que hoje se verifica de falta de água, o qual, reconhecendo-o de facto, não encara uma resolução com a urgência que nós julgamos que o mesmo exige."
POSIÇÃO DA CDUSolicitada a opinião sobre as interrupções no abastecimento de água em Estremoz a coordenadora da CDU considera que não é pela falta do recurso, mas sim por decisão política da gestão PS que se verifica a crescente falta de água em Estremoz.De facto o PS votou ao abandono a resolução de muitos dos mais prementes problemas sentidos pela população.E, entre estes, abandonou por completo o investimento no sistema de abastecimento de água.Este abandono do sistema não tem origem nas incapacidades pessoais ou políticas por parte dos eleitos do PS, mas sim na opção política que tem por base a entrega ao sistema multimunicipal das Águas do Alentejo Central, conscientes de que o objectivo final desse processo é o da futura privatização do sistema.A decisão então tomada foi acompanhada da promessa de que logo em 2006 se iniciaria a intervenção na rede de abastecimento.Certo é que esta opção, avançada pelo PS e avalizada pelo PSD, não contribuiu até hoje para o reforço de um único litro de água.Na gestão CDU, mesmo em períodos de escassez de água, nunca esta faltou de forma persistente.E nunca faltou porque a gestão CDU sempre se preocupou com a resolução dos problemas reais da população, quer pela intervenção directa, quer pelo diálogo com todos os que têm real capacidade de contribuir para a sua resolução, quer, principalmente porque sempre teve uma posição inequívoca de defesa da “Água Pública”.O problema exige uma solução rápida e consistente e a CDU, como é seu hábito, não faz destas matérias uma mera acção de oposição crítica pelo que irá apresentar uma proposta concreta de intervenção.Proposta que passa pela:Operacionalização dos serviços, cuja capacidade está a ser desprezada pela gestão PS, intervindo na rede;Adjudicação directa e urgente do reforço de captações;Conversação com diversos proprietários de furos no sentido destes, como sempre o fizeram, disponibilizarem o acesso a furos particulares para reforço temporário do abastecimento.A CDU reitera que a solução do problema passa pela assunção da responsabilidade e intervenção municipal, própria ou partilhada, e nunca pela alienação e demissão da mesma tal como tem sido a prática do PS ao longo destes três anos de mandato.
Estremoz 5 de Janeiro de
Coordenadora da CDU"

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Esta não sabia eu!!!

Notícia da Rádio Voz da Planície ( Beja )

2007-03-28 07:00
AMALGA: Constituição da empresa e lançamento de concurso
Exclusivo
Conselho de Administração da AMALGA reúne dia 30 e vai constituir a empresa “Águas do Alentejo Sul, Empresa Intermunicipal” e marcar a data da Assembleia Intermunicipal.
O Conselho de Administração da Associação de Municípios para a Gestão do Ambiente, vulgo AMALGA, vai reunir na próxima sexta-feira, 30 de Março, para formalizar a constituição da empresa “Águas do Alentejo Sul, Empresa Intermunicipal”, entidade que passará a gerir o fornecimento de água aos municípios que subscreverem o capital social.
Confirma-se assim a notícia avançada pela nossa estação, no passado dia 22 de Março, que dava como adquirido, o arranque da empresa durante o mês de Abril.
Mantém-se a situação de adesão, por parte dos municípios à “Aguas do Alentejo Sul”, estando garantida a presenças das câmaras de Beja, Moura, Serpa, Aljustrel e Almodôvar, continuando o impasse com Castro Verde e Barrancos e a saída definitiva de Mértola e Ourique.
Segundo apurou a Voz da Planície, a empresa a criar terá um capital social de 1 milhão de euros, 51% dos quais serão subscritos pelos municípios aderentes e os restantes 49% ficarão reservados ao parceiro institucional, que será escolhido por Concurso Publico Internacional, cujo regulamento será aprovado na Assembleia Intermunicipal da AMALGA, a realizar durante o próximo mês de Abril, cuja data será também marcada na próxima sexta-feira.
A Voz da Planície sabe que pelo menos sete empresas já manifestaram o seu interesse em aderir à “Águas do Alentejo Sul”, tendo um dos mais recentes contactos sido protagonizado pela espanhola, Aqualia- Gestion Integral del Água, SA, uma companhia do Grupo FCC, líder em Espanha na gestão destes serviços e, que poderá vir a ser o parceiro da AMALGA na empresa.
Em Espanha o Grupo FCC está presente em 800 municípios e serve uma população de 11 milhões de habitantes, tendo recentemente conseguido contratos em Portugal, Itália e Republica Checa e a sua carteira de serviços ascendia em finais de 2005 a 15.336 milhões de euros.
Além disso a Aqualia possui uma carteira de mais de 6 milhões de euros e a sua cifra de negócios os 570 milhões no final deste exercício e, distribui água através de 23.000 quilómetros de condutas. Durante o ano, em termos de milhões de metros/ cúbicos, a empresa produz 342 mil, depura 396 mil, distribui 596 mil e potabiliza 302 mil, cobrindo uma quota de mercado de 33% no sector.
Em Portugal será a empresa encarregada da gestão da água, tanto em alta como em baixa, durante os próximos 40 anos na Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo, que integra nove municípios, onde prestará serviço a mais de 200.000 habitantes.
A Voz da Planície está em condições de avançar que Luís Mourinha, ex-presidente da Câmara de Estremoz, como eleito nas listas da CDU, é o responsável de negócios da Aqualia-Gestion Integral del Água, SA, no Alentejo.
Recorde-se que na última reunião do Executivo da Câmara de Beja, o Partido Socialista colocou a questão da necessidade de uma discussão mais aprofundada sobre os sistemas de abastecimento de água em alta e, a adesão da edilidade ao Sistema Intermunicipal ou ao Multimunicipal.
Carlos Figueiredo, vereador do PS, defendeu que é necessário ponderar a que estrutura se deve aderir, defendendo que a edilidade trouxesse um técnico da empresa Águas de Portugal, para explicar as vantagens do Sistema Multimunicipal.
Teixeira Correia

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A propósito da falta de água em Estremoz


A água: a escassez na abundância II

Estará certamente o leitor a interrogar-se da razão de ser do título deste artigo. Porque razão faço uso do título da obra homónima de Zózimo Castro Rego, publicada nos anos 70 do século passado, e porque razão tem o ordinal II. A explicação é simples: foi a partir da publicação de um artigo com o mesmo título, em 25 de Setembro de 2008, no Quinzenário "Ecos", e em reacção a este, que o problema da água em Estremoz começou a ser resolvido, se bem que, só nos últimos dois meses as acções efectivas no terreno tenham começado a ser mais visíveis.
Até então o Município de Estremoz não agiu de forma responsável perante um problema tão premente. Negligenciou a manutenção da rede, assumindo que a Águas do Centro Alentejo tudo resolveria em breve. E os resultados estão à vista: o precioso líquido começou a faltar nas torneiras. Isto apesar da realidade hidrogeológica de Estremoz assentar num sistema aquífero com 45 Km de extensão (entre Alandroal e Cano), o qual tem uma capacidade de renovação anual de, aproximadamente, 30 milhões de m3. Portanto, água há. Nem toda terá condições para o abastecimento humano, no entanto afigura-se como evidente que bastará um reforço nas captações para assegurar toda a água que se evidencia como necessária para o abastecimento público.
No entanto, o problema fundamental não está sequer na quantidade de água captada. Está, sim, na quantidade que chega aos depósitos. Primeiro, e fundamentalmente, porque se perde em rupturas não controladas por qualquer sistema de pilotagem; e depois, porque a água bombada está a ser injectada directamente na rede gerando ainda mais rupturas que aquelas que existiriam se a pressão exercida numa infra-estrutura envelhecida resultasse apenas da força gravitacional.
Enfim, o problema resolver-se-á (até porque não é insolúvel). O que não estou em condições de garantir é que esteja resolvido a tempo de evitar transtornos maiores que aqueles que já provocou. Se a intervenção tivesse sido atempada, tal não aconteceria.

Artigo do candidato António Ramalho (PSD), publicado na edição de hoje do Semanário Registo.